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A iCapa da Cartilhadeia de adquirir uma faixa de terra na região deriva diretamente da realização de pesquisas científicas no Parque Estadual do Jalapão focadas na relação de usos e problemas ambientais. Muito antes disso já vínhamos estudando a região, ainda na primeira metade da década de noventa, ano de 1993, quando o Jalapão não tinha nenhuma unidade de conservação ou atividade turística.

Dez anos depois, ainda com todas as limitações de infraestrutura, a região já tinha ganhado notoriedade nacional como destino turístico com artesanato de capim dourado e as expedições e rallys de aventura. Além dessa nova pressão outras práticas de uso do solo geram problemas ambientais, especialmente as queimadas anuais, sejam nas propriedades rurais sejam para as unidades de conservação. 

Desenvolvemos e coordenamos alguns projetos de apoio a conservação de todo o Jalapão, especialmente voltados ao estabelecimento da capacidade de carga dos atrativos dentro das unidades de conservação e em extensão uma cartilha de Educação Ambiental para os moradores e visitantes da região.

Durante a realização dessas pesquisas foram identificados questões ambientais decorrentes de uma divulgação equivocada sobre a região, como se fosse meramente um lugar fora da civilização e apenas desértica.

Isso promoveu uma percepção ambiental inadequada por muitos que pretendiam apenas realizar atividades off road de desafio à natureza, não entendendo que o uso dessas áreas provocaria impactos ambientais na medida que não houvesse um ordenamento do que se poderia ou não fazer nos atrativos naturais.

Por outro lado parte da população local também não tinha discernimento que a queimada indiscriminada e anual para servir como rebrota do capim nativo para o gado prejudica o solo e a própria qualidade da pecuária .

Logo a pressão sobre esses recursos viria aumentar rapidamente na virada desse século e o cerrado e suas nascentes foram anualmente colocados em risco de sobrevivência

Então esse tem sido o desafio número um em nossa área de todo o Ecolodge... evitar as queimadas, que destroem todo o ecossistema local. 

São aproximadamente 5 quilômetros de vereda, mais 1,5 km de mata de galeria nas margens no córrego Mandacarú, mais 2 km de mata ciliar na margem do rio Sono. Nossa ação em prol da conservação tem envolvido nossos vizinhos, população tradicional de vaqueiros que lidam com um pequeno rebanho nas áreas chamadas por eles de “carrasco”, uma vegetação campestre de transição do cerrado para a caatinga, num modo muito rude de criação e sobrevivência. Ao todo nosso terreno tem uma área de 1060 hectares preservados entre matas, cerrado, campinas, cocais, cactáceas, veredas e a Serra da Catedral. Desde 2009 temos agido em conjunto com nossos vizinhos e evitamos a entrada de queimadas na área, o que tem permitido um crescimento da vegetação interna e servido de refúgio da fauna silvestre.

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